• Patricia Guimarães

Sou realmente uma escritora?

Vida de escritor: escrever, corrigir, ler, reler, reescrever, viver, sentir, traduzir em palavras o que sentimos ou o que imaginamos.



A publicação de um ou dois livros me classifica como uma escritora?

Como será que isso funciona ou deveria funcionar na minha cabeça e também no olhar de quem me vê falando sobre meus livros nas redes sociais, fazendo vídeos ou dando entrevistas?


Não, eu não estou falando só de mim. Tenho certeza que muitos de vocês se reconhecem nessas palavras... Esses questionamentos sempre passam por nossas cabeças antes, durante e depois de lançarmos nossos livros.


Começa com o nosso pré-julgamento e a famosa autossabotagem. Escrevemos pensando que ninguém irá gostar, que escrevemos mal e assim por diante... Mas porque será que permitimos que tudo isso nos assombre?


Ser escritora me ajudou em muitas coisas, primeiramente a perder o medo desse julgamento, claro que isso só veio após o lançamento do meu primeiro livro.


É natural temermos o desconhecido. Porém, num mundo onde aprendemos que nós autores não somos concorrentes, que podemos ajudar uns aos outros fica tudo mais leve e mais fácil de você se ajudar e ajudar os outros, principalmente na divulgação dos livros.


Hoje não basta apenas saber escrever, tem que ser blogueira, tem que ser marketeira, tem que ser tudo e mais um pouco. O autor que não é visto hoje, não é lembrado amanhã, literalmente. O mercado literário nacional cresceu e muito de poucos anos para cá e por conta da grande quantidade de autores para você ter destaque precisa estar em evidência. Hoje não dá mais para escrever um livro e levá-lo na editora esperando que ele se venda sozinho.


Ser escritora me proporcionou novos desafios, novos horizontes, novos amigos, novas histórias, novas conquistas, e principalmente autoconfiança.


Autoconfiança não é arrogância. Não é prepotência. É certeza que você acredita em seu potencial e tem plenas condições de vencer.

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