• Eduardo Marques

O mundo se renova a cada geração!

O mais importante é que hoje fazemos parte de uma mesma realidade, desafiadora e repleta de incertezas.



Observamos ultimamente nas mídias sociais, um divertido embate entre gerações. De um lado os considerados antiquados “Cringes” da geração millenials, nascidos entre 1980 e 1994, com seus costumes singulares e do outro lado os moderninhos de hábitos práticos da geração “Z”, nascidos entre 1995 e 2010. Para quem não sabe, a expressão “Cringes” é uma adaptação de origem inglesa para uma gíria que significa “vergonhoso” ou “constrangedor”.

A discussão explodiu quando a influenciadora @tchulim, uma millenial, com mais de 220k tweets, questionou seus seguidores “Zs”o que achavam “mico” nos costumes e na cultura dos millenials. A repercussão foi imediata e atingiu quase 38k curtidas e mais de 3,5k comentários. No Instagram a #cringes já ultrapassou a impressionante marca de mais de 23.5 milhões de postagens em poucas semanas; entre memes, recalques e orgulhosos posicionamentos das gerações.

Ser “Cringe” é gostar de café da manhã, pagar boleto, postar memes da Turma do Chaves ou até mesmo gostar de Sandy & Junior, ser fã de Friends ou Harry Potter. A lista de “micos” é gigantesca, desde simples expressões como alguns inusitados costumes. De certa forma até entendo os “Zs”, pois talvez não tenham vivenciado a metade do que as gerações mais antigas viveram e que, para mim, é motivo de muita saudade.

Fica difícil explicar que não tínhamos smartphones, que as brincadeiras eram nas ruas, que ficávamos horas conversando na calçada, as pesquisas e estudos eram feitos em bibliotecas. Não tínhamos a tecnologia de hoje, mas tudo parecia muito mais feliz, pelo menos éramos mais presentes. Quando sentíamos saudades, uma mensagem de WhatsApp ou e-mail, não seriam suficientes; atravessávamos a cidade, o estado, o país para reencontrar amigos, primos, tios, crushs.

Não havia mídias sociais, facebook, Instagram ou sites de relacionamentos, conhecíamos muita gente olhando nos olhos e se arriscando desde os primeiros momentos. Pareciam que as distâncias, por mais longe que fossem, nunca eram tão grandes, sempre dávamos um jeito. Concordo com aqueles que dizem que a internet aproxima quem estava longe e distanciou quem estava próximo.

Mas voltando para nossa discussão, é sempre bom o intercâmbio de experiências e de conhecimentos entre as gerações, sejam elas quais forem, jamais poderemos compará-las. Cada uma possui suas características e inspirações, desejos e decepções. Depois das nossas gerações, virão outras e mais outras.

Os costumes serão diferentes e tudo, que é considerado moderno, se tornará antiquado. As crianças se tornarão jovens e os jovens serão os próximos idosos e assim sucessivamente. A ciranda da vida se renova a cada novo ciclo, a cada nova geração. É importante acreditarmos e lutarmos por nossas aspirações individuais e coletivas, nossa liberdade vai além das aparências ou condições predeterminadas, sejam elas quais forem.

Não podemos levar para a radicalidade dos comentários e para o desrespeito achando-se dono da verdade. E para não perdermos a oportunidade da descontração, vamos deixar nos comentários quais são as coisas boas e os principais "micos'' de sua geração.



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