Gratidão aos heróis desconhecidos!

Herói é o termo atribuído ao ser humano que executa ações excepcionais, com coragem e bravura, desprovido de quaisquer interesses ou reconhecimento.



Na mitologia grega os heróis eram personagens nascidos de um relacionamento amoroso entre um deus e um ser mortal. Possuíam faculdades extraordinárias, como os de Aquiles com sua armadura e escudo intransponíveis; Hércules com sua força esmagadora e Teseu, o maior de todos, famoso por ter matado o Minotauro no labirinto de Cnossos. Cada um com suas características e importâncias lendárias.

Temos também nossos super-heróis, provindos das histórias em quadrinhos, como Wolverine, Tempestade, Homem de Ferro, Pantera Negra, Superman, Mulher Maravilha e muitos outros, todos com seus superpoderes e histórias emocionantes, que marcaram grande parte de nossa infância, adolescência e que até os dias atuais encontram-se presentes em filmes e séries. Contudo, não são para estes heróis ou super-heróis que reservei minha coluna desta semana, mas para um grande número de pessoas de carne e osso, com sentimentos e limites humanos, como qualquer um de nós, que fizeram e fazem a diferença em nossa realidade.

Como Irena Sandler, também conhecida como o “Anjo do Gueto de Varsóvia”, que contribuiu para salvar mais de 2.500 crianças judias dos nazistas, transportadas e escondidas em cestos de lixo, caixas de ferramentas e sacos de batatas. Para suas mãos qualquer elemento se transformava numa via de fuga dos guetos. Suportou a tortura e negou-se a trair seus colaboradores ou suas crianças ocultas. Quebraram-lhe os ossos dos pés e das pernas, mas não conseguiram quebrar a sua determinação. Foi indicada ao prêmio Nobel da paz em 2006 e faleceu aos 98 anos em 2008.

Ricardo Pinheiro, desconhecido ajudante de carga e descarga, e morador do prédio Wilton Paes de Almeida, em São Paulo, que desabou em incêndio em maio de 2018. Mesmo fora de perigo Ricardo durante o incêndio, resolveu ajudar os bombeiros no salvamento de quatro crianças que estavam dentro do edifício. Assim que retirou as vítimas retornou para buscar mais pessoas, porém, o prédio em chamas, ruiu e veio abaixo com muitos ainda dentro, inclusive Ricardo que não sobreviveu. Até hoje poucos o conhecem.

Diversos outros exemplos, nos enchem de orgulho e nos impulsionam a refletir sobre qual seria nossa atitude diante das mesmas situações. Será que teríamos a mesma coragem, o mesmo raciocínio lógico ou simplesmente optaríamos, indiferentes às vidas alheias, por seguir nossa própria segurança ou bem-estar? Sei que é uma escolha difícil, mas seria digno pararmos para pensar um pouco neste assunto, mesmo que seja, por alguns instantes, tentarmos entender essas atitudes e suas consequências.

São os heróis desconhecidos que mais me chamam a atenção, que muitas vezes arriscam ou sacrificam suas vidas para salvar outras. Sejam eles policiais, bombeiros, médicos, enfermeiros ou pessoas comuns que não hesitam diante de uma situação de perigo, que muitas vezes acabam anônimos, sem que ninguém saiba do seu feito heroico. A estes e a todos os outros heróis, dedico este espaço, minhas orações e minha eterna gratidão.





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