• Eduardo Marques

A verdadeira liberdade!

Ela existe, mesmo se estivermos aprisionados em uma cama de hospital ou enclausurados em um campo de concentração.



Por acaso alguém saberia me dizer o que é liberdade? Palavra tão usada no nosso dia-dia e de abrangência pouco conhecida. Esses dias resolvi mergulhar a fundo e tentar entender um pouco mais de sua dimensão. Meu primeiro passo, foi como todos imaginaram, usei o buscador do Google, até encontrei algumas respostas, mas mudei a estratégia e resolvi perguntar para alguns amigos, que me ajudaram com as respostas e, por fim, encontrei belos significados nos pensamentos de Viktor Frankl, o pai da logoterapia.

Os amigos, em resumo, me disseram que a liberdade era agir ou falar algo sem respeitar limites, sem responsabilidade ou julgamento. Outros que estava relacionada às pessoas que são libertas, livres de quaisquer tipos de amarras, correntes, sentimentos ou prisões que o mundo possa exercer. Uma amiga romântica, me respondeu que, para ela, o gosto da liberdade estava em sentir o vento em uma tarde de verão, com os cabelos soltos. Diante de minha surpresa, completou “Você não tem cabelos compridos para entender a verdadeira sensação de liberdade”. Teve até um amigo advogado que filosofou: "Edu, para mim é o conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, isoladamente ou em grupo, em face da autoridade política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei”. Demonstrando concordância, agradeci e segui com minha busca.

Se vou falar de liberdade, primeiro você precisa saber porquê resolvi fazer essa pesquisa. Estava eu caminhando em um parque próximo de casa quando comecei a observar as pessoas fazendo exercícios sem se desligarem do celular, ora olhando para a tela, ora enroscadas no fio do fone de ouvido, algumas até arriscavam desajeitados passinhos no estilo Tik ToK. No mesmo parque, também observei os pássaros que perambulavam, de um lado para o outro comendo migalhas e um gato, tentando atravessar a rua com tamanha determinação no olhar, que me chamou a atenção.

Comparando os nossos personagens me questionei qual deles teria mais liberdade? Qual, entre os três, poderia usufruir de uma liberdade ou condição para exercê-la? Será que o passarinho ou o gato contavam com outras opções ou escolhas a serem feitas, ou aquelas seriam as únicas a serem vividas? E as pessoas? Teriam outras possibilidades? Estavam realmente utilizando da sua liberdade para escolher ou simplesmente não escolherem fazerem outras coisas?

Depois de alguns dias empenhado nesta jornada, percebi que não era mais sobre a simples atitude de caminhar, era sobre as escolhas feitas por aquelas pessoas que caminhavam no parque, era sobre eu e você, que a todo momento, usufruímos de momentos únicos, de nos permitirmos dançar, brincar, se divertir, sem se preocupar com os pensamentos alheios. A liberdade aqui buscada e encontrada é aquela incondicional, que emana do mais profundo de nosso ser, que nos motiva e nos enche de sentido para seguirmos em frente. Potencializa a consciência e nos auxilia nas tomadas de decisão, atributo este que nos difere do passarinho, do gato, de outros animais e que nos exige, a todo momento, muita responsabilidade.

“Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher suas atitudes em qualquer circunstância da vida”. (Viktor Emil Frankl)


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